Sabias que John Wesley defendia dois tipos de Arrependimentos?

Doutrina de Arrependimento Evangélico de João Wesley

INTRODUÇÃO:

Os termos tais como: “arrepender-se”, “arrependimento” e “arrependido” são mencionados mais de 100 vezes na Bíblia. Tem havido uma série de mal-entendidos e confusões quanto ao significado preciso da palavra arrependimento. O termo arrependimento deriva suas raízes do idioma hebraico. A palavra original, transliterado como shuwb – significa simplesmente dar meia volta, virar novamente, e na palavra grega para “arrependimento”, é metanoia, que é derivado da raiz que significa “em companhia” (o que implica uma e ‘outra’) a “mente” e finalidade [1].

Embora muitos teólogos lutaram com o significado de arrependimento, John Wesley teve um grande interesse na sua formulação teológica. Segundo ele, o arrependimento “frequentemente significa uma mudança interior, uma mudança de mentalidade do pecado à santidade.” [2] Para clarificar ainda mais, ele afirmou que o arrependimento é a “mudança total de um coração humano a partir de um foco sobre o pecado para um foco em Deus. É uma mudança de 180 graus da direcção. “[3] Collins fez a seguinte observação do pensamento de Wesley sobre o tema do arrependimento:

Ao contrário de alguns outros pensadores teológicos dentro do Protestantismo, Wesley considerou que existe dois tipos de arrependimento. Por um lado, o arrependimento legal que implica uma convicção profunda do pecado no início de uma viagem espiritual, isto é, ela ocorre com o despertamento inicial do pecador, solicitado pelo Espírito Santo, a tomar um novo rumo na vida baseada numa firme convicção e uma sincera intenção. Por outro lado, o arrependimento evangélico é mais amplamente concebido, este envolve uma mudança de coração de “todo o pecado à santidade”. Como tal, este segundo arrependimento ocorre após a pessoa ser justificada e nascida de novo [4].

À luz das observações acima, esta pesquisa focalizará o segundo aspecto do arrependimento, isto é arrependimento evangélico. No entanto, um breve olhar sobre o que Wesley classificou como primeiro aspecto do arrependimento será analisado para uma melhor compreensão do segundo aspecto.

Arrependimento do pecador

A experiência pastoral Wesley pôs-lhe em contacto com muitos pecadores que sentiam condenados por seus pecados e, consequentemente, se arrependeram de seus pecados e buscaram o perdão de Deus. Segundo ele, deve haver arrependimento antes da justificação. Este arrependimento, ele chamou como arrependimento inicial ou legal conforme podemos ver em suas palavras a seguir:

Em primeiro lugar, arrepender-se é se conhecer a si próprio. Este é o primeiro arrependimento, anterior à fé, mesmo antes da convicção, ou auto-conhecimento. É o acordar-se então, do sono. Reconhecendo-se que é pecador, e que tipo de pecador tem sido. Saber da sua natureza íntima corrompida e reconhecer que isto o faz ficar muito longe da rectidão original, segundo a qual “cobiça da carne” é sempre contrária ao Espírito e que através de “mente carnal que é inimizade contra Deus”, e que “não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode ser” [5].

Para Wesley, o arrependimento legal é o “primeiro movimento da alma para Deus” [6] Este arrependimento ocorre quando os pecadores são convencidos pela pessoa do Espírito Santo e aceitam a abandonar a vida de pecado e receber a graça proveniente de Deus através do seu Filho Jesus Cristo. Quando o pecador é convencido pelo Espírito Santo e movido pela fé, ele deve vir como um mero pecador, interna e externamente, a auto-destruído e auto-condenado, não trazendo nada para Deus, se não a impiedade, não pedindo nada de seu próprio pecado e miséria. Assim é, e somente assim, quando com sua boca fechada e sentindo totalmente “culpado diante de Deus, podendo olhar para Jesus, como total e única propiciação pelos seus pecados.” Sendo assim, só através d’Ele é possível receber a “justiça que vem de Deus pela fé.” [7]

Na citação a seguir podemos ver como Wesley sintetizava seu entendimento de arrependimento inicial ou legal. Ele afirmara,
Arrependimento não é um trabalho sozinho, mas é, por assim dizer, uma colecção de muitos outros, no seu compasso as seguintes obras estão compreendidas: (1) tristeza por causa do pecado (2); humilhação nas mãos de Deus; (3) ódio ao pecado; (4) a confissão do pecado, (5) súplica ardente da misericórdia divina; (6) o amor de Deus (7); deixar de pecar, (8) firme propósito da nova obediência; (9) restituição de bens ilícitos; (10) perdoar o nosso próximo de sua transgressão contra nós; (11) obras de beneficência ou caridade [8].

Em face do exposto, Wesley ensinou que o arrependimento jurídico é o resultado da graça convincente do Espírito Santo, que surge da graça proveniente e leva a graça salvadora. Isso inclui a convicção de pecado com a consciência da necessidade de um Salvador, e uma indicação da intenção de mudança.

Arrependimento dos Crentes

John Wesley através de suas próprias experiências e também por experiências pastoreais, estava profundamente convencido de que os recém-convertidos não eram capazes de detectar, inicialmente o pecado interior que permanecia em seus corações. No momento de sua conversão, muitos crentes podem até imaginar inicialmente que todos os seus pecados tinham ido embora e que eles tinham sido totalmente liberto do pecado, tanto pecado externo como pecado interno. Segundo sua observação, o recém-convertido pode até sentir-se inicialmente que amam a Deus de todo o “coração, alma, mente e força” e ao próximo como a si mesmo.

Wesley em seu sermão O Arrependimento dos Crentes, escreveu o motivo porque ele achava que os crentes precisavam experimentar um arrependimento evangélico. Segundo a sua observação, “a convicção do pecado que permanece em nosso coração é um grande ramo do arrependimento que vamos falar.” [9] Wesley mostra claramente que depois de experimentar o perdão, justificação e regeneração, os crentes tem ainda uma luta contínua com “orgulho e desejo próprio” em seus corações, que continuam contrariando a vontade de Deus. A vontade de todo homem deve, inevitavelmente o quanto possível se relacionar com a sua compreensão. Esta é uma parte essencial da natureza humana, de facto a natureza de cada ser inteligente. “[10] Wesley observou que,  “mesmo tratando-se de um verdadeiro crente em Cristo, ele frequentemente se encontra mais ou menos exaltar-se contra a vontade de Deus. Ele deseja algo agradável à sua natureza, porém não é agradável a Deus… agora o desejo próprio, bem como o orgulho, são uma espécie de idolatria, e ambos são contrários ao amor de Deus.” [11] Nas suas observações Wesley concluiu que os crentes são capazes de fazer coisas que agradam a Deus.

Wesley acreditava que o que foi dito acima acontece porque os recém-convertidos não são capazes de detectar inicialmente o pecado interior que permanece neles. O momento da sua justificação e regeneração pode fazê-los sentir-se inicialmente que foram completamente libertos do pecado, tanto do pecado externo, o pecado intencional deliberada, e do pecado interno, um coração propenso ao egoísmo, orgulho e rebelião contra Deus. Eles inicialmente podem sentir que amam a de Deus de todos os seus corações, eles podem dizer como Jesus “não como eu quero, mas sim como Tu queres”. No entanto, como o passar do tempo, ele vai se sentir novamente (embora talvez apenas por alguns momentos) aquele desejo da carne, ou o desejo dos olhos, ou o orgulho da vida. Se ele não se vigiar e orar continuamente ele poderá voltar a luxúria, e sem força permanecer nela. Ele pode sentir-se os assaltos de afecto desordenado e uma forte propensão para “amar mais a criatura do que o Criador.” [12] Ele vai reconhecer que o pecado permanece nele, daí que ele precisa de um segundo arrependimento, e depois disto então experimentará uma segunda obra da graça ou seja, a inteira santificação.
Qual é o significado deste segundo arrependimento de acordo com o ponto de vista de Wesley?

Para Wesley o denominado segundo arrependimento ou como ele próprio o chamou, evangélico arrependimento, apenas ocorre após a justificação e antes da inteira santificação.

Ele observou que,

o arrependimento, após a justificação é muito diferente daquilo que é anterior a ela. Isto implica nenhuma culpa, não há sentido da condenação, sem a consciência da ira de Deus. Ele não supõe qualquer dúvida do favor de Deus, ou qualquer receio quanto a tormenta vindoura”. Reconhece que é adequada a condenação operada pelo Espírito Santo contra o “pecado” que ainda “permanece” em nosso coração, “ tarkos pronema”, “a mente carnal”, que não subsistem, como a nossa Igreja fala, mesmo em os que são regenerados – embora ele não reina mais nas suas vidas, e nem tem mais domínio sobre eles. É uma convicção da nossa propensão para o mal, de um coração inclinado a desviar a tendência ainda continua da carne em concupiscência contra o Espírito. Às vezes, a não ser que continuamente vigiemos e oremos, para que a cobiça e o orgulho, por vezes, a raiva, outras vezes o amor do mundo, o amor de vontade própria, amor à honra, amor a prazer mais do que de Deus. É uma convicção da tendência do nosso coração para a vontade própria, para o ateísmo, ou idolatria, e acima de tudo, a descrença, em que de mil maneiras, e sob mil pretextos, estamos sempre à partida, mais ou menos, a partir do Deus vivo” [13].

Segundo Wesley, o arrependimento evangélico “é uma mudança de coração (e consequentemente de vida) de todos os pecados para toda a santidade.” [14] Para ele, quando os crentes entendem o estado de suas vidas,  “…tão longe de poder se levantar ante a justiça divina, isso também para aqueles que pensam que devemos ser culpados diante de Deus se não fosse o sangue da aliança” [15] Assim, de acordo com Wesley, é muito importante para os cristãos estarem conscientes das suas necessidades, porque sem esta consciência não podem experimentar o evangélico arrependimento e serem inteiramente santificados. Para Wesley,
se os crentes não estiverem convencidos da profunda corrupção de seus corações, e se nem tão pouco tiverem uma noção convincente, e tiver pelo menos uma pequena preocupação com a inteira santificação. Eles podem, eventualmente, manter a opinião de que tal coisa é necessária, talvez na hora da morte, ou algum tempo qualquer antes da morte (não sabendo quando). A verdade é que eles não têm grande inquietação acerca da falta deles, nem sentem muita fome ou de sede dele. Eles não podem, até se conhecerem a si próprios melhores, até que se arrependam no sentido acima descrito, até que Deus revela a face do monstro, e lhes mostra o verdadeiro estado da sua alma. Só então, quando eles sentem o peso, eles vão gemer pela libertação dele. Então, e só então eles vão chorar, na agonia de sua alma,

Quebre o jugo do pecado inato,
E o meu espírito totalmente grátis!
Eu não posso descansar até tornar puro por dentro,
Até que eu seja totalmente perdido em ti! [16]

Collins anotando as observações Wesley, comentou que, “Em cada caso, quando homens e mulheres, sob a convicção do pecado, chegam a uma maior compreensão de si mesmo a luz de um Deus santo”. Comentando sobre a experiência espiritual de Jane Green, a esposa de um de seus pregadores, Wesley escreve: “Ela nunca esteve em trevas ou céu uma hora durante a segunda convicção. Só se sentia a maneira pela qual não fora expressa a sua própria loucura, vazio e do nada”. [17]

Para Wesley, o arrependimento evangélico é essencial para nossa inteira santificação, é absolutamente necessária, tal como a fé é necessária. Ele observa que, “E esse arrependimento e fé são tão essenciais para a nossa permanência e crescimento na graça, semelhantemente a antiga fé e arrependimento estavam em ordem para a nossa entrada no reino de Deus.” [18]

O arrependimento evangélico e sua relação com a Fé

À luz do último parágrafo, vemos que, “a antiga fé e arrependimento estavam relacionadas com a nossa entrada no reino de Deus e crescimento no reino”.

Oden citando Wesley escreveu: “O arrependimento e a fé são necessários, em primeiro lugar para entrarmos no reino, e depois, periodicamente para continuarmos e crescer no reino. A chamada do evangelho é para “se arrepender e crer” e não desaparecem depois de seu primeiro objectivo. Se alguém entra na comunidade cristã, inicialmente, por se arrepender e crer, deve continuar da mesma forma.” [19] De acordo com a observação de Wesley, a fé salvadora envolve o arrependimento e fé em que os crentes depositam na misericórdia e no perdão de Deus. Da mesma maneira a fé está relacionada com o arrependimento evangélico e inteira santificação.

Fé para Wesley é “…uma evidência sobrenatural de Deus e das coisas de Deus, uma espécie de luz espiritual exibida a alma, e uma visão sobrenatural ou a percepção dela.” [20] Continuando com sua compreensão da fé, ele disse, “ a fé é uma evidência e convicção divina, não apenas que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, mas também Cristo amou-me, e se entregou por mim. É através desta fé (qualquer definição que atribuímos a essência, ou propriedade da mesma) que “recebemos a Cristo” que recebemo-lo em todos os seus ofícios, como nosso Profeta, Sacerdote e Rei. É por isso que ele é feito por Deus para nossa sabedoria, justiça, santificação, e redenção.” [21]

Em seu sermão A Escritura o Caminho da Salvação,  Wesley mostrou seu entendimento consistente sobre a importância da fé para a santificação. Ele disse:

Tenho testemunhado continuamente quer em privado quer em público que somos santificados, assim como também justificados, pela fé…exactamente como nós somos justificados pela fé, também nós somos santificados pela fé. A fé é a condição, a única condição de santificação, exactamente como ela é para justificação. É a condição: ninguém é santificado, mas ele acredita que, sem fé, nenhum homem é santificado. E é a única condição: este é suficiente para a santificação. Para Wesley é muito importante os crentes lembrarem que, arrependimento e frutos dignos de arrependimento é o mandamento de Deus para seu povo, que se nós negligenciamos voluntariamente não podemos razoavelmente esperar ser justificados. [22]

Maddox observando as ideias de Wesley sobre o arrependimento e santificação, escreveu o seguinte:

Em seu sentido mais básico Wesley entendida santificação como sendo “o amor para Deus e [outros] o qual produz toda a santidade interior e exterior. Ele estava convencido de que este tipo de amor só podia ser entendido através da convicção da condenação que havia em nós operada pelo Espírito Santo devido o amor redentor de Deus. O que isso implica é que a fé (entendida objectivamente como prova de amor redentor de Deus para connosco) é a força motivadora da nossa santificação. Importante, neste contexto de fé para a santificação lembrar também que a fé não é epítome da religião cristã, como muitos protestantes tendem a reclamar [23]

Wesley viu uma relação muito estreita entre fé e arrependimento. Segundo ele, a fé é o meio de receber o poder de Deus em Cristo. Este poder purifica e limpa o coração dos crentes. Por outro lado, aqueles que se arrependerem de seus pecados ainda estão conscientes de sua culpa seu temperamento e as acções e palavras. No entanto, a fé assegura crentes do acto contínuo de seu advogado antes de seu Pai celestial, assim continuamente desviando toda a condenação e punição dos mesmos. Assim, o arrependimento é o reconhecimento da incapacidade humana de lidar com o pecado, enquanto a fé assegura crentes acerca da misericórdia e ajuda de Deus para lidar com os seus pecados. Wesley expressão das verdades acima são expressas na citação abaixo:

Assim é que, os filhos de Deus arrependam e fé exactamente responder uns aos outros. Pelo arrependimento sentimos que o pecado permanece em nossos corações, e aderindo às nossas palavras e acções. Pela fé, nós recebemos o poder de Deus em Cristo, purificando nossos corações e limpando as nossas mãos. Pelo arrependimento ainda ficamos sensíveis do que merecemos punição para todos os nossos temperamentos, palavras e acções. Pela fé, estamos conscientes que o nosso advogado junto ao Pai está sempre pedindo por nós, e assim continuamente desviando toda a condenação e punição de nós. Pelo arrependimento temos a convicção de que não há nenhuma ajuda nós próprios. Pela fé nós recebemos misericórdia e não só, mas também a graça que nos ajudará em todos os momentos das nossas necessidades. Arrependimento nega a própria possibilidade de qualquer outra ajuda. A fé aceita toda a ajuda para as nossas necessidades e através dele tem todo o poder no céu e na terra. O arrependimento diz, “sem ele não posso fazer nada:” a fé diz: “Eu posso fazer todas as coisas através de Cristo que me fortalece.” Através dele eu não posso apenas vencer, mas expulsar todos os inimigos da minha alma. Através dele posso amar o Senhor meu Deus com todo meu coração, mente, alma e força, sim, e andar em santidade e justiça perante ele, todos os dias da minha vida [24].

Mais ainda, Wesley viu arrependimento evangélico e seus frutos (como) necessárias para a salvação completa, mas eles não são necessários ou, no mesmo sentido, com fé ou com a mesma intensidade. Não no mesmo grau, mas estes frutos são necessários apenas condicionalmente, se houver tempo e oportunidade para eles. Caso contrário, um homem pode ser santificado sem eles. Mas ele não pode ser santificado sem fé. [25] Para Wesley arrependimento evangélico e fé estão intimamente ligados. No poema em baixo ele expressa isso mesmo

Eu peco em cada respiração que dou,
Não fazendo a tua vontade, nem guardando a tua lei
Assim na terra como anjos acima:
Mas ainda fica a fonte aberta,
Lava os meus pés, meu coração, minhas mãos,
Até que eu seja aperfeiçoado no amor [26].

O Arrependimento Evangélico relacionados com as Obras

A visão de John Wesley de arrependimento está fortemente envolvido com a sua compreensão da justificação ou o perdão e a obra da santificação. [27]  Collin faz a seguinte observação em relação a Wesley: “obras dignas de arrependimento antes da inteira santificação são verdadeiramente boas, uma vez que não é a graça preveniente que os comunica, mas nada menos do que a graça santificadora de Deus. “[28] Isso implica que Wesley viu o arrependimento como um dom da graça, mas também como condição graciosamente da liberdade do “homem” em satisfazer. Ele afirma que os sentimentos acima quando afirma que “o verdadeiro arrependimento e fé são os privilégios e oferta gratuita.” [29] Assim, de acordo com Wesley, o arrependimento deve ser acompanhado de “frutos dignos de arrependimento”, ou obras de piedade e misericórdia. Collins disse que: “Ao longo de seus trabalhos publicados, Wesley explora a necessidade de obras dignas de arrependimento antes da inteira santificação de três formas principais: A primeira forma … é obedecer a lei moral, a segunda forma … é obras de piedade,  a terceira forma … é das obras de misericórdia …” [30] Todas as observações acima indicam que houve uma relação muito estreita no pensamento de Wesley de arrependimento e obras. Em seu sermão “A Escrita o Caminho da Salvação”  Wesley fez a seguinte pergunta: “Mas o que são as boas obras, a prática do que você afirma ser necessário para a santificação?” [31] Respondendo, esta questão Wesley escreveu,

Em primeiro lugar, todas as obras de piedade, como a oração pública, a oração familiar, e orando em nosso aposento, receber a Ceia do Senhor, examinando as Escrituras, ouvindo, lendo, meditando e utilizando o método de jejum ou abstinência conforme a nossa saúde permita. Em segundo lugar, todas as obras de misericórdia, quer se relacionem com os corpos ou as almas dos homens, como o alimentar o faminto, vestir o nu, cuidado com o estrangeiro, o visitar aqueles que estão na prisão, ou enfermo, ou aflitos, tais como a envidar esforços para instruir os ignorantes, para despertar o pecador ignorante, apressar no ajudar aos indiferentes, para confirmar a vacilantes, para o conforto dos débeis mentais, para socorrer os tentados, ou contribuir de alguma forma para a salvação das almas da morte. Este é o arrependimento, e esses são os frutos dignos de arrependimento do que são necessárias para a santificação completa. Esta é a maneira na qual Deus designou seus filhos para esperar a salvação completa [32].

Collins fez uma observação que Wesley viu três maneiras em que o arrependimento evangélico relacionados com a santificação. O primeiro (todas as obras de piedade) e segunda (todas as obras de misericórdia), os meios são aqueles que são observados na citação acima, enquanto o terceiro é observado em obras de Wesley. Em Obras de Wesley, segunda-feira, 25 de junho, 1744, vemos como Wesley respondeu a seguinte pergunta: “Mas não deve arrependimento, e obras dignas de arrependimento, antes de ir para essa fé? [Wesley respondeu], sem dúvida, se por arrependimento quer dizer convicção do pecado, e por obras dignas de arrependimento, obediência a Deus, tanto quanto podemos, perdoar o nosso irmão, deixando fora do mal, fazendo o bem, e usando os seus juízos, de acordo com o poder que temos recebido [33].

lei moral, de acordo com Wesley, “é certo e justo sobre todas as coisas. E é bom, assim como justo. [34] Um cristão deveria acolher favoravelmente a lei moral que é “um retrato incorruptível do Alto e Santo que habita a eternidade. É ele quem, em sua essência nenhum homem viu nem pode ver, tornar visível aos homens e anjos. É o rosto do Deus revelado, Deus manifesta-se a suas criaturas como eles são capazes de suportar; manifestou para dar e não para destruir a vida, para que eles possam ver a Deus e ao vivo. É o coração de Deus revelado ao homem. “[35], Collins disse:” Para Wesley, a obediência, então a lei moral é necessário na vida prática cristã, não é claro como a condição de aceitação, mas para continuar no rica graça de Deus … a obediência à lei moral de Deus não cria a vida cristã, mas é um fruto necessário da fé que tanto justifica e regenera. “[36] Como crentes, não são obrigados a manter a lei como uma condição de aceitação em Cristo, porém nós temos a obrigação de cumprir a lei através da fé. Para o nosso contínuo de crescimento e maturidade cristã, a lei moral não deve ser trabalhado em uma espiritualidade interior, mas na real trabalha fora do amor. Wesley disse: “Foi o amor que explica estes oráculos vivos por David e todos os profetas que se seguiram, até que, quando a plenitude dos tempos, enviou o seu Filho unigênito,” para não destruir a lei, mas cumprir », a confirmar cada jota e til da mesma, até ter o escreveu nos corações de todos os seus filhos, e colocar todos os seus inimigos debaixo dos seus pés”, ele entregará “o seu reino mediatorial ao Pai« que Deus seja tudo em todos “. [37] De Jesus que vemos em seu ensino especial na montagem, a lei moral é imposta, explicados e expostos (Mateus 5:17-48). Isso também é verdadeiro em sua resposta à questão “o grande mandamento” (Mateus 22:34-40). Paulo também afirma este fato em suas epístolas (cf. Rm 13:8-10).

Wesley foi bastante claro ao demonstrar que, como crentes, devemos obedecer à lei moral de continuar a “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.” [38] Assim, de acordo com Wesley, amando a Deus e manter seu moral lei são necessárias obras dignas de arrependimento antes de inteira santificação. Dieter assinala que:

entendimento de Wesley sobre a santificação é a lei eo amor. Seus estudos sobre o Antigo eo Novo Testamento, levaram à conclusão de que a pessoa que, debaixo da graça, cumprir a “lei real de amor, como ensinou o mais simples e explicitamente pelo próprio Cristo no Sermão do Monte e em seguida por todos os novos Testamento são escritos também cumprindo a intenção moral do Dez Mandamentos. Wesley, portanto, diz respeito ao cumprimento da obrigação da lei moral para o processo de santificação e ao invés de os pontos de vista mais objetivo da ortodoxia da Reforma, que encontram o cumprimento e satisfação do direito moral do acto de justificação do crente. [39]

John Wesley era a doutrina de arrependimento consistente?

Foi observado que, “Esta noção de arrependimento como realista auto-compreensão é fundamental [Wesley soteriologia evangélicos em seu sermão] O Caminho para o Brasil, o mais distintivo sobre isso é a insistência de Wesley que a justificação precede o arrependimento, tais como, certo sentido, uma condição dela. “[40]

De todas as referências acima, é evidente que os ensinamentos de Wesley sobre a doutrina do arrependimento foi coerente e consistente, enfatizando dois tipos de arrependimento, o arrependimento legal e arrependimento evangélico. Ele fez uma distinção clara do significado e timing em que elas ocorrem. Outler em suas notas no sermão O Caminho para o Reino escreveu, “visão distinta de Wesley de arrependimento como o auto-conhecimento que leva ao arrependimento e ao casting-se na misericórdia redentora de Deus em Cristo (confiança ’em vez de” parecer favorável “).” [41]

Conclusão e Resumo:

Não há dúvida de que a compreensão de Wesley da doutrina do arrependimento era inovador. Ele ofereceu uma nova abordagem na compreensão da doutrina da salvação. Assim, ele pode ser visto como um pioneiro da distinção entre o arrependimento jurídico anterior a justificação e arrependimento evangélico antes de inteira santificação. Esta pesquisa apontou que, antes de Wesley a doutrina do arrependimento era entendida principalmente como um ato de justificação prévia. Nesse sentido, o arrependimento não estava completo afastamento do pecado, mas meia volta da vida de pecado. Assim, Wesley proporcionou uma compreensão mais abrangente do arrependimento. Wesley, em sua reflexão entendido que a justificação não é uma iniciativa humana, mas é um resultado da graça de Deus, não é resultado do nosso trabalho, mas é um dom de Deus. Como alguns reformadores, Wesley acreditava que a justificação é somente pela fé, porém, o pecador precisa de experiência arrependimento antes de receber este presente de Deus. Na mesma luz Wesley entendido, através de sua própria experiência, os crentes também precisam de experiência arrependimento antes de ser santificado inteiro. Com base no entendimento de que ele notou que o arrependimento deve ser “em dois tipos, o que é denominado legal, e que é denominado arrependimento evangélico.” A primeira está relacionada com a convicção do pecado, eo segundo com a mudança de coração, a consequência de se afastar de uma vida de pecado para uma vida de santidade total.

Breve Sumário da doutrina de Wesley de arrependimento

O que se segue é um breve resumo deste trabalho em forma de ponto fundamental da doutrina de Wesley de arrependimento.

1. O arrependimento é de dois tipos:

a) o arrependimento inicial ou jurídica, que ocorre antes de justificação / novo nascimento. Isto implica conhecer a si mesmo, é anterior à fé, mesmo convicção, ou auto-conhecimento.

b) O arrependimento evangélico, que ocorre após a justificação e santificação, antes inteiro, significa mudança de coração (e conseqüentemente de vida) de todos os pecados de toda a santidade.

2. Para Wesley arrependimento evangélico é essencial para a nossa inteira santificação. É também absolutamente necessário e exige o crescimento em graça como a antiga fé e arrependimento estava em ordem para a nossa entrada no reino de Deus.

3. lei moral, de acordo com Wesley, é certo e justo em todas as coisas. E é bom, assim como justo. Wesley viu a fé como um pré-requisito para tanto a justificação e santificação, fé é a condição, e que a única condição de santificação, exatamente como ele é de justificação. É a condição: ninguém é santificado, mas ele acredita que, sem fé, nenhum homem é santificado. E é a única condição: este é suficiente para a santificação.

4. Para Wesley, o arrependimento deve ser acompanhado de “frutos dignos de arrependimento”, ou obras de piedade e misericórdia.

5. Para Wesley obedecer à lei moral “é outra fruta para atender arrependimento que é necessário para a santificação completa.

6. Wesley foi bastante claro ao demonstrar que, como crentes, devemos obedecer à lei moral para o nosso crescimento contínuo na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.

Gostaria de concluir este estudo citando as palavras de Wesley no sermão “As Escrituras o Caminho da Salvação” em que ele diz:

Assim, pode aparecer a malícia extrema dessa opinião aparentemente inocente em que diz “não haver pecado no crente, e que todo pecado foi destruído com a sua raiz e ramo no momento em que o homem é justificado.” Fazendo totalmente que o arrependimento [arrependimento evangélico] venha bloquear completamente o caminho para a santificação. Pois não haverá lugar para arrependimento se o crente acreditar que não há pecado em sua vida ou no seu coração. Por conseguinte, não haverá lugar para o seu ser se “aperfeiçoar no amor.” O arrependimento é necessário indispensável. [42] (5,170)

Votos de uma boa leitura e uma profunda reflexão. Um abraço

Danilo

[1] Ver, por exemplo, uma explicação detalhada sobre o arrependimento no prazo, WE Vine, Merril F. Unger, William White Jr., Vines Dicionário Expositivo Completo do Antigo e do Novo Testamento (London: Nelson Publishers, 1970), 253.

[2] John Wesley, O Arrependimento dos Crentes, Vol.1, Sermão 14, I.15 (editado por Albert C. Outler, Abingdon Press, 1984) 15

[3] J. Steve Harper, The Way to Heaven: The Gospel According to John Wesley (Binding, Paperback, 2003) 44

[4 Kenneth] J. Collins, The Way of Salvation Escritura: O coração da Teologia John Wesley (Abingdon Press, 1997) 55

[5] Wesley, O Caminho para o Brasil, vol.1 Sermão 7, II.1, 225 (editado por Albert C. Outler, Abingdon Press, 1984) 225

[6] Wesley, NT Notes, Atos 20:21 (estereótipo Edition, com a correção do manuscrito do autor)

 

[7] Wesley, justificação pela fé, vol.1 Sermão 0,8 V. IV, IV: 198 (editado por Albert C. Outler. Abingdon Press, 1984)

[Wesley 8], Hypocrisy, em Oxford, vol. IV, Sermão 150, I.7, 1:397 ((Inglês), Sermão 150, editado por Albert C. Outler. Abingdon Press, 1987).

 

[Wesley 9], o arrependimento dos crentes, I.2, 1:337

[Wesley 10], o arrependimento dos crentes, I.4, 1:337

[Wesley 11], o arrependimento dos crentes, I.4, 5 1:337,338

[Wesley 12], o arrependimento dos crentes, I.5 1:338

[Wesley 13], John. O Caminho da Salvação Escrituras, vol. 2, Sermão 43, III.6 3:164,165 (editado por Albert C. Outler, Abingdon Press, 1985)

[Wesley 14], John. Notas Explicativas sobre o Novo Testamento, Mat.3: 8 (estereótipo Edition, com a correção do manuscrito do autor).

[15] Wesley, O Caminho da Salvação Escritura, III.7.3: 165

[16] Wesley, O Arrependimento dos Crentes, III.2, 3:351

[17] Collins, The Way Escritura de Salvação, 156

[18] Wesley, o arrependimento dos crentes, i.3 1:336

[19] Thomas C. Oden, John Wesley cristianismo bíblico: A Exposição Planície de Seus ensinamentos onChristian Doutrina (Zondervan Publishing House, 1994) 340

[Wesley 20], o caminho da Salvação Escritura, II.1 II: 160

[Wesley 21], O Caminho da Salvação Escritura, II.2, II: 161

[22] Wesley, O Caminho das Escrituras de salvação, III, 2 III: 162

[Randy 23] L. Maddox, Grace Responsável: Teologia Prática de John Wesley. Livros Kingswood, Abingdon Press, 1994), 174

[24] Wesley, O Arrependimento dos Crentes, II.6, 2:349, 350

[Wesley 25], O Caminho da Salvação Escritura, III.13, III: 167

[Wesley 26], o arrependimento dos crentes, III.3, III: 352

[27] Charles, Yrigoyen na al. Dicionário Histórico da Igreja Metodista, (Anti livro Q, Espantalho, de 1996), 255

[28] Collins, The Way Escritura de Salvação, 160

[29] Wesley, John, Obras VIII (Apelação e Livro de Atas Metodista Wesleyana-Room), 361

[30] Collins, The Way of Salvation Escritura, 316-363

[31] Wesley: O caminho Escritura de Salvação, 166

[Wesley 32], a maneira Escritura de Salvação, 166

[33] Wesley, Obras de Wesley, vol. VIII, 276

[34] Wesley, o original, a natureza, propriedades e utilização da lei, Vol.2, Sermão 34, III.10, III: 13 (editado por Albert C. Outler. Abingdon Press, 1985) 13

[Wesley 35], o original, a natureza, propriedades e utilização da lei, II.3, II: 9

[36] Collins, The Way Escritura de Salvação, 162

[Wesley 37], o original, a natureza, propriedades e utilização da lei, III.10, III: 14

[Wesley 38], o original, a natureza, propriedades e utilização da lei, IV.10, IV: 19

[39] Melvin Dieter, cinco pontos de vista sobre a santificação, (Zondervan Publishing House, 1996), 25

[40] Wesley, o arrependimento do crente, nota 4 por Albert C. Outler, 335

[41] Wesley, O Caminho para o Brasil, notas 53, 225 Variações sobre este tema básico pode ser visto nos números 3, ‘Desperta, tu que dormes, II.1: 6, “a justiça da fé”, II

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