Santificação e a Expiação: Palavra Profética e Consagração

Introdução

O amor a Deus é o tema central na perfeição cristã. O amor humano é entendido como a resposta ao amor Deus. A Bíblia diz: “Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro.” (I João 4:19). É o amor descendente de Deus ao homem que torna possível um amor ascendente do homem para com Deus. Em I João 3:16, lemos: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a Sua vida por nós; e nós também devemos dar a nossa vida pelos irmãos. “Foi através da Expiação de Cristo na Cruz, onde Jesus deu a sua vida para os pecadores, demonstrando-nos assim, o verdadeiro significado do amor. A palavra de Deus é clara em mostrar que a santidade cristã é, sem dúvida, a resposta ao amor de Deus revelado na cruz. João escreveu: “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigénito ao mundo para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (I João 4:9-10).

As obras do Amor verso as obras de Jesus Cristo

Pedro Abelardo, em sua exposição da Epístola aos Romanos, ele observou que o termo ” Lei ” às vezes se refere apenas aos cinco livros de Moisés, mas, em outros momentos, se refere todo o Antigo Testamento, como no nosso caso em apreço. Assim como Abelardo, Santo Agostinho, no seu décimo quinto livro sobre a Santíssima Trindade, diz: “Por vezes quando se refere lei, refere-se a todos os oráculos de Deus, mas em outras vezes com mais precisão refere-se somente a lei que foi dada por Moisés.” [1 ]

Comentando o texto “Porque pelas obras da lei” – ou seja, os ritos exteriores, Abelardo na sua exposição, da Epístola aos Romanos, referente as leis em que as pessoas estudaram de uma forma atenciosa como a circuncisão, os sacrifícios, o guardar  do sábado e outras ordenanças simbólicas do mesmo tipo – “nenhuma carne será justificada diante de Deus” – isto é, aos olhos de Deus. Tudo como cumprir a lei meramente segundo a carne e não segundo o espírito será contabilizado por justo talvez diante dos homens, isto é de acordo com o juízo humano que julga pelas aparências exteriores e visíveis – mas não de acordo com o juízo de Deus. “[2 ]

Ao comentar a última parte do versículo 20, em Romanos 3 ‘… a cerca da lei “Abelardo disse:” Ela se relaciona com dois pontos, pontos estes que já foram feitos. O primeiro tem a ver com a afirmação que diz: `para que toda boca esteja fechada e todo o mundo vem sob o julgamento de Deus ´ para Abelardo através da lei vem o conhecimento do pecado.” A segunda afirmação, ´ porque pelas obras da lei nenhuma carne será justificada diante dele ‘, ele se une as palavras’, mas agora sem [a lei a justiça de Deus seja feita] manifesto. “[3] Abelardo entendia que,
pela obras particulares da lei escrita, ou seja, por aqueles preceitos formais de que a lei natural não sabe nada, ninguém é justificado diante de Deus, mas agora, nesta dispensação da graça, a justiça de Deus – algo que Deus aprova e que somos justificados diante de Deus, ou seja, o amor tem se manifestado, através do ensino do evangelho, é claro, para além da lei com as suas exigências externas e particular. Ainda assim, esta é uma “justiça testemunhada pela lei e os profetas”, que também recomendam -o [4].

Abelardo em seu entendimento é bastante claro em mostrar, à luz de Romanos 3, que a justiça humana é pela fé, através das obras de Cristo. Pois a justiça humana depende da justiça de Deus. Abelardo disse que “é pela fé que temos um aumento do amor de Cristo em nós, por força da convicção de que Deus em Cristo uniu a nossa natureza humana com a d´Ele e, pelo sofrimento, da mesma natureza, demonstrou-nos aquela perfeição do amor de que ele próprio tinha dito: “Maior amor do que este homem não tem”. Por isso, através de sua graça, estamos unidos a ele, tanto quanto ao nosso semelhante, por um vínculo indissolúvel, de afecto. “[5] Abelardo notou que a justificação humana é gratuita “, não por qualquer mérito pessoal, mas pela graça de Deus – que segundo a Bíblia ” Deus nos amou primeiro …e através da nossa redenção realizada por Cristo, a quem Deus Pai estabeleceu para ser o nosso propiciador, isto é, o nosso reconciliador. “[6] De acordo com o entendimento de Abelardo a expiação de Cristo é importante para a santidade cristã. Abelardo ainda na sua reflexão notou que pelo sangue de Cristo, pela sua morte propiciatória Deus estabeleceu “não para todos, mas apenas para aqueles que acreditam, por meio da fé. Segundo ele, esta reconciliação afecta apenas os que têm fé e esperança nele.”[7]

Abelardo acreditava que todas as obras de Cristo são uma pura manifestação do amor de Deus, que queria a reconciliação connosco. Para Abelardo esta reconciliação é uma palavra profética que os profetas do passado proclamaram.”Eles próprios esperaram com fé para este mesmo dom e foram despertados para o grande amor de Deus, da mesma forma como os homens desta dispensação da graça, pois está escrito:” E os que foram antes e os que seguiam clamavam, dizendo: “Hossana ao Filho de David” (Marcos 11:09, Mateus. 21:9). “[8]

McGrath  faz um resumo do modo como  Abelardo compreendia  as obras de Cristo, dizendo:
Muitas vezes é assumido que, no seu parágrafo curto na exposição aos Romanos, Abelardo oferece uma soteriologia que pode ser resumida em uma frase: `A vida exemplar e morte do Filho de Deus sem pecado, em nome do homem revela a natureza do amor divino e, portanto, move o pecador para uma resposta como a do amor… ` O amor de Deus revelado em Jesus Cristo é um exemplo de amor sacrificial a ser imitado na vida do cristão, mas a sua qualidade exemplar é secundária, decorrente de seu carácter redentor. A acção de Deus em Cristo é directa, não indirecta. O acto sensível do amor do homem é um resultado directo de transformação graciosa de Cristo da pessoa do pecador… Desde que o homem não pode salvar-se da sua situação de pecado, ele precisa mais do que uma indicação do caminho para a vida cristã. Ele precisa ser transformado, e ele pode ser redimido somente pela graça [9].

Justificação Gratuita e as Boa Obras de Favor Meritório de Deuspor João Calvino

Neste subtítulo nós vamos ver como Calvino compreendia a justificação, se ela é pela fé ou pelas obras. Para Calvino, a justificação pelas obras “consiste apenas em uma satisfação perfeita e absoluta da lei, e que, portanto, nenhum homem é justificado pelas obras, a menos que ele atingiu o cume da perfeição, e não pode ser condenado até mesmo a transgressão menor.” [10]

Calvino em citando Crisóstomo escreveu: “Se algumas das nossas obras seguem o chamado gratuito de Deus, elas estão de regresso a dívida, mas os dons de Deus são de graça e beneficência, e de grande generosidade.” [11] Calvino, nos seus estudos cuidadosos das Escrituras sobre as obras de mérito, entendeu que esta está cheio de impurezas. Ele diz:

Que todas as nossas obras podem merecer mérito, conforme mostra as Escrituras quando declara que não pode suportar a visão de Deus, porque elas estão cheias de impureza, mas a seguir mostra que a perfeita observância da lei (se for possível em qualquer lugar ser encontrado) terá o mérito quando se prescreve ´ Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer ` (Lucas 17:10), porque nós não fazemos nenhuma oferta livre para Deus, mas apenas executamos o serviço devido cujo não merece nenhum favor [12].

Como vimos acima Calvino não defende a justificação pelas obras de mérito, para ele, a arquitectura da doutrina cristã da justificação pode ser encontrada em Cristo. Citando Paulo em I Coríntios 3:11 em que diz: ´ Porque ninguém pode lançar outro fundamento, alem do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. ´ Calvino disse: “Nenhum homem, portanto, está bem fundada em Cristo, se não houver nele próprio a perfeita justiça. Conforme nos diz o apóstolo: Jesus não foi enviado para nos auxiliar na aquisição da justiça, mas Ele foi a nossa justiça. “[13]

Calvino tentou mostrar pelas Escrituras que a nossa justiça “não é de acordo com nosso mérito, mas segundo o beneplácito de sua vontade, para que nele” temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados; “que a paz foi feita” através de o sangue da sua cruz: “que somos reconciliados com o seu sangue, para que, colocados sob a sua protecção, que são entregues a partir do perigo de perecer, finalmente, que, assim, enxertado nele nos tornamos participantes da vida eterna, e espero que para a admissão em o reino de Deus. “(I Coríntios. 01:30: Ef. 1:3-5; Col. 1:14, 20: João 1:12, 10:28). [14] Para Calvino o exemplo de Cristo em negando-se em obediência ao Pai até a morte dele, deve ser tomada por nós, porque “inclui todos os ensinamentos da piedade e de santidade.” [15]

As Acções Proféticas de Jesus

Há muitas evidências forte e clara acerca da morte profética de Jesus Cristo. Na verdade, há informações suficientes na Bíblia sobre a pessoa e obra de Jesus Cristo. Vários aspectos da vida de Cristo são suficientes para nossa salivação. Eles incluem o milagre de Seu nascimento virginal, Sua vida sem pecado, seus milagres, seus ensinamentos incomparável, Sua morte voluntária como o sacrifício necessário e suficiente para nos redimir do pecado e da morte. Na mesma linha de pensamento, Sua gloriosa ressurreição corporal dentre os mortos e ascensão aos céus são factos verdadeiros da história que só pode ser explicado pela verdade revelada que Ele era Deus encarnado, o Verbo eterno feito carne, o Criador, que se tornou nosso Salvador e prometeu retornar em breve como nosso Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Em seu livro Morna Hooker tentou trazer alguns dos milagres de Cristo, que estão ligados à sua missão profética. Especificamente, os milagres que são vistos como manifestações do poder divino. “Eles são claramente vistos pelos evangelistas como indicação de que Deus esteve

trabalhando  por intermédio do Seu Filho Jesus” [16] Como exemplos temos: o de andar sobre as águas do mar, a alimentação de uma vasta multidão, o curar do homem paralítico e a mulherzinha de fluxo de sangue  e exorcizar demónios, etc. etc.  “Todos estes são sinais evidentes do que o Reino de Deus estava estabelecido a este mundo, e que o reino de Satanás estava-se desintegrando. Se, com o dedo ou espírito de Deus, Ele era capaz de expulsar demónios, prova que de facto o Reino já tinha chegado. O próprio drama dos exorcismos aponta para a realidade escondida da derrota de Satanás. “[17]

Jesus Cristo, o Servo Sofredor

A ideia de expiação de Cristo é muitas vezes associada à imagem do Velho Testamento do servo sofredor particularmente encontrada em Isaías 53. O tema do servo sofredor tinha sido expressa pelos profetas do Antigo Testamento há mais de setecentos anos. Inicialmente, a nação de Israel é a única que foi percebido como o servo de Deus, mas mais tarde o título foi aplicado a Cristo como o fiel servo de Deus para cumprir a missão de Deus. Esta missão está associada com o sofrimento de Cristo, cujo clímax é a morte na cruz para a redenção de ambos os judeus e gentios. É o sofrimento de Cristo, que consumou a sua morte na cruz e constitui o núcleo da fé cristã.

A morte de Cristo é para ser entendida como uma substituição para humanidade pecadora. Através de sua morte substitutiva, Cristo realizou o seguinte. Ele tomou as nossas enfermidades, pagou pelas nossas transgressões e as nossas dores, foi batido por nossas fraquezas, nos trouxe a paz através de seu castigo, e levou sobre si as nossas enfermidades. No entanto, a coisa essencial que foi realizada pela morte de Cristo é o perdão dos nossos pecados. Portanto, a morte de Cristo pode ser visto pelo homem como meio de libertação da escravidão do pecado da humanidade. No lado de Deus pode ser vista como a nossa redenção. A morte de Cristo serviu de propiciação pela qual apaziguou a ira de Deus, uma vez que esta era a exigências justa feita por Deus.

A Teoria Moral da Expiação

McGrath apresenta visões diferentes de como a morte de Cristo deve ser entendida. Ele observou o trabalho de Steinbart disse:
A obra de Cristo deve ser definida em termos da promoção da felicidade humana e perfeição, como o título da sua obra mais influente sugere. A dispensação divina para a humanidade é totalmente ligada com a promoção de uma extrema e completa excelência moral, que encontra sua personificação de Jesus Cristo. Deus não exige nada de homem que não é directa e totalmente benéfico para o próprio homem: o objecto da religião cristã é para atender às necessidades religiosas e morais da humanidade. A simplicidade da religião cristã, de acordo com Steinbart tem sido ameaçada pela intrusão de algumas religiões “hipóteses arbitrárias, pelas quais dizem respeito à doutrina da obra de Cristo [18].

McGrath notara que Semler não concordava com essa abordagem histórica-crítica desta doutrina e “sugere que as suas origens históricas fazem com que estas doutrinas sejam abertas as críticas… É, no entanto, para as doutrinas especificamente protestante do valor satisfatório da morte de Cristo e da imputação da justiça de Cristo ao homem que as reservas Steinbart leva a sua crítica mais devastadora. “[19]

McGrath observou que “…os teólogos da Aufklärung distanciaram-se consideravelmente a partir Ortodoxa compreensão do significado da morte de Cristo … [Porque] em primeiro lugar, o conceito agostiniano do pecado original é negado, com ênfase correspondente a ser colocada em cima do homem natural capacidade moral… para a segunda consideração: a essência do pecado é considerado responsável pelo prejuízo que este causa ao próprio homem. Se a morte de Cristo tem algum significado para o homem, este deve ser localizado no efeito que tem sobre o próprio homem. [20]

McGrath adoptou um ponto de vista diferente do Kähler em relação a estes teólogos, para ele,

Martin Kähler assinalou que esses teólogos, ao falar de Cristo apenas revelaram alguns insiste importantes sobre um eterno e imutável situação, ao invés de iniciar em si mesmo uma mudança de situação. Se o homem pode dizer que tenha sido liberado ou redimido por Cristo, é no sentido de ser entregue a partir de falsas concepções de Deus – por exemplo, Deus como um tirano arbitrário, que impõe punição arbitrária ou exigências sobre o homem. É, portanto, a imitação do exemplo que é definido antes do homem em Cristo que o homem é salvo, todos os obstáculos intelectuais para este objectivo foi removida através da aplicação crítica da razão. Moralidade e a religião são, na verdade, sinónimas, em que cada um faz as mesmas exigências do homem, pela mesma razão [21].

McGrath referiu também a continuidade entre Aufklärung e Rashdall Hastings relativo a ideia da Expiação. Em sua avaliação, tanto pensar “não há nenhum outro ideal, dado entre os homens, pelo qual possamos ser salvos, excepto o ideal moral que Cristo ensinou pelas suas palavras, e ilustrado por sua vida e morte do amor, pois não há nenhum outro tipo de ajuda tão grande a realização do ideal como a crença em Deus como ele tinha sido supremamente revelada nele que o ensinou e viveu e morreu. Assim entendido, a vida abnegada que se consumou com a morte na cruz foi, na verdade, o poder para tirar os pecados do mundo inteiro. “[22] McGrath concluiu as declarações destes dois teólogos  dizendo que” o homem deve encontrar o seu próprio caminho para a salvação por suas boas obras executadas na imitação do exemplo de Cristo. Paradoxalmente, embora Rashdall rejeita noções medievais de mérito com uma ironia pesada, ele se torna finalmente uma soteriologia que é nada menos do que uma doutrina da salvação pelo mérito. “[23] McGrath, em sua pesquisa sobre as principais linhas da crítica teológica compreendeu a análise de teologia moral de Kant que reconhece que “o homem era uma criatura livre, com uma capacidade de se desviar precisamente por ser livre … o homem pode ignorar totalmente a sua apreensão da obrigação moral categórica. “[24] Ele disse:” Kant argumenta que Deus trata o homem de modo como se este já estava se tornando agradável a Deus, como se o homem já estava em plena posse da perfeição moral… a perfeição moral não pode ser definido em termos da realização de tal perfeição, mas sim como uma disposição nesse sentido. Com efeito, a ideia de perfeição moral absoluta é mantida como um arquétipo (Urbild), que reconhece o homem como bom, e para o qual ele trabalha – ainda que em última análise, não pode alcançar. “[25]

McGrath, em sua pesquisa observou um claro impacto da análise de Kant do pressuposto da moralidade na JH Tieftrunk de Halle, que defendem a doutrina de Kant de reconciliação. Para Tieftrunk “o conceito de” perdão dos pecados “foi assim admitido ser uma característica essencial de uma compreensão moralista sobre o significado da morte de Cristo.” [26] McGrath notou que estes dois homens, Kant e Tieftrunk “entenderam que a morte de Cristo era essencialmente simbólico e exemplar, e que o quadro moral em que esse símbolo deveria ser interpretado foi revisto de modo a que os conceitos da graça divina e do perdão divino ficassem necessariamente envolvidas no esquema geral do Perdão… A morte de Cristo na cruz revelou a plenitude do amor de Deus para o homem, e daí inspirou uma resposta adequada da parte moral do homem. “[27]

Moral Influência  e Total Consagração

Dr. Noble disse que “o coração da” teoria da moral influência “foi proposta por Abelardo em seu comentário sobre os Romanos … A ideia é que quando vemos o amor de Deus em Cristo na cruz, nós respondemos com amor, e essa resposta é que nos leva a completa a reconciliação do nosso lado…e esta expiação só é completada em nós quando respondemos com amor ao amor de Deus. “[28] Para Noble no verso de Watts, podemos encontrar uma clara conexão entre a” influência moral “visão da expiação e consagração total quando ele escreveu:” Quando eu vejo o amor de Deus mostrado na cruz, sinto plenamente o desejo de se consagrar a minha vida, minha alma, meu tudo. É a visão da cruz que me chama para o amor de todo o coração, levando-me a amor a Deus com todo o coração, alma, mente e força, o que é a essência da inteira santificação. “[29] Noble em sua pesquisa compreendeu  que a” influência moral “não fornece uma base clara e óbvia para a doutrina da Expiação. Na sua opinião, há inadequação na teoria da influência moral. Segundo Nobel,

A inadequação da “influência moral” como uma teoria reside, essencialmente, no facto de que ele não apresentar a Expiação de Cristo como uma “obra acabada”…este ponto de vista da Expiação não fornece uma base adequada para a ideia da inteira santificação…a teoria da influência moral não tem a compreensão de como a morte do pecado era objectivamente alcançados na cruz, e por isso não pode oferecer nenhuma compreensão do que significa para o crente a ideia de ser mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus… Este ponto de vista da Expiação traz enorme peso sobre a resposta do crente individual. É a resposta do amor da pessoa, que completa a Expiação. Mas não há nenhuma negociação objectiva com o pecado na cruz, no sacerdócio de Cristo, representando-nos ao Pai, no lidar com o pecado real, não há expiação, não houve morte do que a realidade enigmática e paradoxal, como uma verdadeira barreira entre Deus e o homem, como pecado entranhado na carne da humanidade, em seu próprio ser, não foi tido em conta na realidade. Quando a resposta individual for em amor, o pecado apenas parece ser esquecida [30].

Noble em sua observação, ele viu como a teoria da influência moral da enorme ênfase na consagração total de cada crente como um factor chave para o efeito da inteira santificação. Na sua opinião, e “…isso não pode ser admitido, por que poderá haver uma tendência para ver a inteira santificação como algo que nós produzimos através da nossa consagração… ao invés de inteira santificação como um evangelho da graça, algo que Deus faz em nós e não algo que nós conseguimos. “[31] Para Noble não está de todo errado em entender que” …a inteira santificação é uma questão relacional em que a cura do meu relacionamento pessoal com Deus através do amor incondicional vai me curar espiritualmente como uma pessoa, integrar e unificar a minha motivação e personalidade em torno desse amor de Deus, curando-me, fazendo-me um todo. Mas será um risco ver isso apenas como uma mudança de ordem ética ou psicológica que pode ser produzido pela persuasão ética a nível humano. “[32] Para o Dr. Nobre” a salvação e santificação do indivíduo só pode ser compreendida no contexto do acto universal de Deus de Expiação na cruz de Cristo, lidando com o pecador e o pecado de todo o género humano como um todo. “A inteira santificação não é uma possibilidade humana, não é algo que é atingido pela minha consagração total. É um ato de graça na vida do indivíduo, dentro do contexto do corpo de Cristo. A inteira santificação só se tornou possível para Igreja através de um só agir de Deus pela graça da crucificação do homem velho pecador na cruz. ” [33]

Shepherd observou o seguinte

Teoria da influência moral é a doutrina em que a principal finalidade da cruz é mostrar o amor de Deus e poder com que este faz com que se voltem para ele. Muitos na verdade negaram o direito dessa teoria se constar aqui. Se procura essencialmente um objectivo “ou” transaccional “abordagem, então esta não é isso. “A introduzir um teólogo defensor da Teoria da Influência Moral”, o falecido Rev. Raymond George em que numa das cartas que escreveu para mim “dizia se esta era a única teoria que ele tem, podemos ser tentados a concluir que esta na verdade, não é nenhuma teoria, mas apenas uma abordagem reducionista para a cruz, algo que vê a expiação como existente somente em nossa reacção à morte de Cristo, assim como algumas teologias que vêem Deus como existindo apenas como um conceito da mente humana. Isso, no entanto, para descontar o poder da cruz para efectuar uma conversão radical do espírito, além disso, aqueles que defendem essa teoria pode continuar a aceitar os aspectos importantes de outras teorias. “Influência moral” não se encaixa facilmente em categorias precisas de expiação [34].

Conclusão:

Não há dúvida de que a Expiação de Cristo é necessária e suficiente para a nossa salvação completa. A lei exigia que nós devemos sofrer a morte eterna por causa de nossos pecados. No entanto, Cristo na cruz pagou o preço pelos nossos pecados. É muito importante observar que o ensinamento da Bíblia sobre a cruz de Cristo não significa que Deus esperava de alguém para pagar a penalidade do pecado, antes que Ele iria perdoar o pecador. Deus tomou a iniciativa de pagar a penalidade do pecado – o próprio Deus na Pessoa do Filho de Deus, que nos amou e Se entregou por nós, o próprio Deus na pessoa de Deus Pai, que amou o mundo de forma a dar o seu unigénito Filho, na pessoa de Deus Espírito Santo, que se aplica a nós os benefícios da morte de Cristo. Esta é a verdade da Bíblia, que deve ser crido e apropriado em nossas vidas para nosso próprio bem e para a glória de Deus.

Peter Abailard, Exposition of the Epistle to the Romans ( An excerpt from the Second Book), The Text On Romans 3:19-26, The Library of Christian Classic, 226, 227.

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Abelard, Exposition of the Epistle to the Romans, 279

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Abailard, Exposition of the Epistle to the Romans, 283, 284

Alister McGrath, The Moral Theory of The Atonement: An Historical and Theological Critique, Scottish Journal of Theology, Volume 38 No. 2, Scottish Academic Press Ltd. 1985, 208.

John Calvin, Institutes of the Christian Religion, A new Translation by Henry Beveridge, volume II, 1953, Chapter XV, 1:91, 92

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Calvin, Institutes of the Christian Religion, volume II, 5:94

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Alister McGrath, The Moral Theory of The Atonement: An Historical and Theological Critique, Scottish Journal of Theology, Volume 38 No. 2, Scottish Academic Press Ltd. 1985, 210.

McGrath, The Moral Theory of The Atonement: An Historical and Theological Critique, 210

McGrath, The Moral Theory of The Atonement: An Historical and Theological Critique, 211

McGrath, The Moral Theory of The Atonement: An Historical and Theological Critique, 211, 212

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Noble, The Foundation of Christian Holiness, Lecture 2 Christian Holiness and Atonement, 23

Noble, The Foundation of Christian Holiness, Lecture 2 Christian Holiness and Atonement, 24

Neville Thomas Shephered, Charles Wesley and the Doctrine of the Atonement, A dissertation submitted to the University of Bristol in accordance with the requirements of degree of Doctor of Philosophy in the Faculty of Arts (Department of Theology and Religious Studies) Submitted September 1999, 7

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