“Esperança: Um Factor Terapêutico”

“Esperança:

Um Factor Terapêutico”

 

                                                                                                                Elaborado por  Danilo Carvalho

 

 

INTRODUÇÃO:

A terapia existencial pode ser vista como uma abordagem intelectual da prática terapêutica, uma filosofia de vida que o terapeuta abraça, não constituindo portanto, uma escola independente ou mesmo um modelo específico de intervenção psicológica com técnicas específicas.

A terapia existencialista assenta na premissa que o Homem é livre e como tal, responsável pelas suas escolhas, sendo ele o poeta e a vida os versos que escreve e nunca a vítima de forças externas.

Toda a visão existencialista é baseada num modelo de crescimento que conceptualiza a saúde em vez da doença. Tal,  significa que as pessoas não são doentes, antes estão doentes da vida. O trabalho do terapeuta  é então ajudar na sobrevivência e na descoberta do melhor caminho para cada paciente.

O maior objectivo desta terapia é o desafio. Ao desafiar o paciente a reconhecer a sua liberdade, as suas alternativas e a escolher o seu caminho o terapeuta permite que o paciente se sinta dono de si e responsável pelo que faz.

 Pressupõe também que a partir do momento  em que a pessoa se apercebe do quão passiva terá sido no seu passado, na aceitação e rendição às circunstâncias, tornar-se-á apta a iniciar uma caminhada na qual dará, conscientemente, forma à sua vida.

Não se pode falar no sofrimento e na dor sem falar da Esperança. O papel do terapeuta passa portanto, por transmitir à pessoa um sentimento de Fé. Fé na vida, Fé em si mesmo.. passa então por uma Instilação de Esperança.

A Esperança, conforme tudo parece indicar, é uma necessidade psicológica se o homem tiver de contemplar o futuro, seja em que sentido for. Ainda que não exista uma base racional para a mesma, o homem continua a manter a Esperança.

Naturalmente esta Esperança, ainda quando parece ser bem justificada, é transitória e ilusória; é notável perceber quão frequentemente é qualificada pelos poetas e outros escritores por tais epítetos como “morta”, “fraca”, “débil”, “desesperada”, “fantasma”.

A maioria dos pensadores seculares do mundo antigo não considerava a Esperança como uma virtude, mas meramente como uma ilusão temporária.

Qual então o papel da Esperança numa terapia?

Fundamentação Teórica

A Esperança na Terapia de Grupo

Yalom considera que a Instilação da Esperança é um dos factores[1] dos mecanismos terapêuticos que operam na psicoterapia de grupo. Afirma este autor que a Fé enquanto modo de tratamento é, em si mesma, terapêuticamente efectiva, quer quando o paciente tem uma alta expectativa de obter auxílio quer quando o terapeuta acredita na eficácia do tratamento.

 Embora a Instilação e manutenção da Esperança sejam cruciais para todas a psicoterapias, esta exerce um papel ímpar no setting grupal.

Segundo Yalom, em todos os grupos de terapia, existem aqueles pacientes que já apresentam melhoras, bem como os membros que ainda estão no estágio mais baixo de alívio dos seus problemas. Os pacientes frequentemente observam frequentemente no final da terapia que o testemunho da melhora apresentada pelos outros, ofereceu-lhes grandes Esperanças quanto à sua própria melhora.

 Portanto enquanto factor terapêutico, a Esperança, permite compreender como os grupos ajudam os membros a mudar e compreender o que acontece aos outros elementos dentro do grupo.

Os factores terapêuticos devem ser adaptados e geridos em função quer do grupo, se se trata de uma terapia de grupo, quer do indivíduo (independentemente de estar em terapia de grupo ou em terapia individual). Para além disso, devem moldar-se ao longo do desenvolver da terapia, adequando-se aos seus momentos, ao tipo de grupo e seus objectivos.

Assim se a Instilação de Esperança é um factor essencial nos grupos de doentes internados e doentes em fases terminais devido à realidade de desespero e sofrimento vivida e ao facto dos elementos do grupo serem sempre diferentes, para doentes ambulatórios, a motivação para a terapia consegue-se melhor trabalhando as questões de relacionamento interpessoal e auto-conhecimento.

 Numa fase inicial de terapia, este factor pode dizer-se mesmo crucial para todo o processo terapêutico: se o paciente não tiver Esperança no processo, como poderá ele motivar-se?; ou se o terapeuta não tiver Esperança, como pode instilá-la no paciente?- O terapeuta deverá não só instilar a Esperança, como também fazer com que o paciente sinta a universalidade do seu problema: ele não é o único a sentir-se assim.

Por outro lado, e de acordo com Yalom[2], os pacientes cujo o nível de funcionamento é mais baixo também valorizam este factor terapêutico, enquanto que os pacientes com um nível de funcionamento mais elevado, valorizam mais a universalidade e a aprendizagem interpessoal.

Portanto este factor, assim como todos os outros, depende ele mesmo de outros factores e características específicas de cada terapia

Para além de Yalom, outros psicólogos debruçaram-se sobre a Esperança. Entre eles, Viktor Frankl, é denominado por alguns como o Psicólogo da Esperança.

Um Psicólogo da Esperança

Para Viktor Frankl, a primeira ideia da Esperança decorre, da sua própria vivência existencial como Homo patiens – Frankl sendo judeu numa Alemanha Nazi, perdeu toda a sua família num campo de concentração, local onde apesar dos horrores vividos não perdeu o entusiasmo na vida. A sua experiência viu-se de algum modo transportada depois para a logoterapia (psicoterapia que se apoia numa teoria psicológica da pessoa humana).  No excerto que se segue, relatando as dores do seu padecimento, Frankl aponta para o poder de resistência do espírito vinculado com a Esperança, relacionando a Esperança com o ânimo da pessoa,

(…)  « Os que conhecem a estreita relação que existe entre o estado de ânimo de uma pessoa – seu valor e suas Esperanças, ou a falta de ambos – e a capacidade de seu corpo, para conservar-se imune, sabem também que se repentinamente perdem a Esperança e o valor, isto pode ocasionar a morte» (Frankl, 1982)[3].

A segunda ideia de Esperança de Frankl está implícita na ideia de salvação. Quer seja a salvação através da libertação das condições infra-humanas a que alguém possa ser submetido, ou a salvação da vida ameaçada por avassaladoras forças sociais ou imersa na frustração existencial, característica da nossa época de desEsperança.

Frankl coincide com Marcel[4], que declara:

«O “eu espero” tomado em toda a sua força orienta-se para a salvação» (Marcel, 1954).

Esta ideia inclui também uma visão esperançada do mundo, uma possibilidade de mudança de rumo nos destinos da humanidade. A declaração de Frankl de que o homem é incondicionado é sem dúvida alguma, uma porta aberta para a mudança.

A afirmação de Frankl sobre a espiritualidade do homem produz luzes sobre o conceito da Esperança. Possibilita-nos transcender o mero optimismo como estado de ânimo psicológico para penetrar no âmago da Esperança, fundamental na existência espiritual do homem.

Gabriel Marcel afirmou que “a experiência parece estabelecer que a Esperança é capaz de sobreviver a uma ruína quase total do organismo; de sorte que, se é vitalidade, o é num sentido muito difícil de determinar e que não coincide com o que conferimos a esta palavra quando falamos de vitalidade de um corpo são. De qualquer modo, é necessário fixar como princípio que a ideia de uma metafísica da Esperança coincide com o princípio espiritual mesmo. Por isso, há que cuidar de crer que se poderia dar conta dela a partir de predisposições psicológicas que, de facto, serão sempre imaginadas a posteriori, para explicar algo que em si é um mistério” (Marcel,1954)

Tanto Marcel, o metafísico da Esperança, quanto Frankl, o psicólogo da Esperança, reconhecem e reverenciam esse mistério.

A Esperança também pode ser vista como solução para uma problemática psicológica ou espiritual.

Jorge Lener[5], ao falar sobre a logoterapia e a Esperança, chamou a atenção para o facto que quem busca uma psicoterapia como solução para a sua problemática, tem Esperança. Caberá ao logoterapêuta levar o paciente a desenvolver essa Esperança, a usar a chave do sentido humano, isto é, descobrir a necessidade de um sentido (que não é mais do que um “para quê?”).

A insistência de Frankl em dar um sentido às experiências de sofrimento interliga-se a um tema fundamental do existencialismo: se a vida tem um significado, tem de haver um sentido no sofrimento, pois ele é pertença da vida humana como um elemento em si mesmo. Não é algo mórbido, patológico ou neurótico… ele pode ser o objecto de uma vontade, uma intenção, mas para o ser terá de ser transcendido. Ou seja, o sofrer por amor dá sentido ao sofrimento. O fóbico foge do sofrimento, o masoquista quer o sofrimento desnecessário, mas o sofrimento com significado, é no fundo um sacrifício.

Daqui vem a ideia que perante um sofrimento é exigida uma mudança de atitude, uma mudança de atitude que passa nem mais nem menos por dar sentido ao sofrer. Esse sentido, dá-se pela Fé, pelo amor, pela Esperança. 

A Fé no Desenvolvimento

Um outro autor da Esperança tem uma abordagem completamente diferente. Para Fowler a Fé é uma experiência humana universal, na medida em que nós vivemos criando imagens que guiam a nossa existência em relação com os valores aos quais atribuímos um significado de importância superior.

O desenvolvimento da Fé opera-se de diferentes formas que não apenas pela religião, dependendo dos objectos de Fé da nossa vida (como o sucesso, poder económico e status social).

 Por outro lado, cada pessoa ou cultura procura manter alguns valores e estilos de vida partilhados com outrem na medida em que se protegem contra a ausência de significado e a solidão.

Torna-se fundamental para o Psicólogo compreender a natureza do significado íntimo dos clientes, como estes valores influenciam as suas motivações e escolhas, no sentido de lhes oferecer outras possibilidades de significado.

Fowler et al. têm vindo a descrever um padrão geral de desenvolvimento dum sentido fundamental que progride em paralelo com o desenvolvimento cognitivo, psicossocial e moral.

O desenvolvimento desse sentido ou significado foi descrito em sete etapas que tentam descrever uniformemente e prever um percurso de Fé,  de Esperança.

O autor não sugere que um indivíduo tenha de passar por uma série de visões do mundo ou que tenha de adoptar um sistema de valores em particular. Pelo contrário, o que foi feito não foi mais do que uma tentativa de identificar e comunicar  diferenças nos estilos e operações do conhecimento e atribuições de valores que constituem o desenvolvimento da Fé.

Portanto, os estádios de  Fowler não são uma sucessão de degraus mas sim uma progressão no sentido da diferenciação e complexificação de modos de conhecimento e atribuição de valores.

Transições entre os estádios, são experienciadas como desorientações pessoais, pois estão colocadas em causa identidade e sentidos de vida.

A Fé Primária, é considerada a primeira etapa. Inicia-se quando o bebé aprende os ritmos da intimidade no jogo de dar e receber conhecimento. Erickson denomina-a  fase de confiança básica e segundo ele este estado é ultrapassado pelo sentimento de Hope (Esperança). Esta Fé é no fundo uma confiança que os outros significativos e o ambiente vão receber bem a criança e diminuir a sua vulnerabilidade. A qualidade e consistência das figuras prestadores de cuidados constituem as primeiras experiências de confiança e desconfiança em si mesmo e nos outros. Estas imagens primárias do outro tornam-se presentes na Imagem de Deus que toma uma forma mais consciente aos 4 ou 5 anos. 

A segunda etapa é a Fé intuitiva-projectiva. Surge por volta do segundo ano de vida e prolonga-se até aos 6/7 anos. A criança comunica agora através da linguagem, tornando-se capaz de reflectir acerca de si próprio e do mundo. A criança encontra diariamente no mundo a novidade com uma mente activa e inquiridora. O mundo é compreendido através da percepção, sentimentos e fantasias. Estimulada pela experiência, histórias, símbolos e exemplos dos outros significativos, a criança forma imagens duradoiras e profundas que mantêm os mundos de fantasia e significado unidos. A sua imaginação vive o mundo desejosa de lhe dar unidade e sentido. É através da imaginação que a criança adquire identidade, aspirações e fontes de orientação e segurança. A Fé é baseada numa interpretação intuitiva projectada das histórias e símbolos encontrados nos contos-de-fada na televisão e nas mensagens dos outros representativos.

O terceiro estádio corresponde a uma Fé mítica e literal. Tem inicio aos 6/7 anos e prossegue até aos 12, a par da aquisição do pensamento concreto. Agora, a  criança possui de forma independente da fantasia e das emoções  as noções de tempo, espaço e causalidade. Consegue colocar-se na perspectiva dos outros em assuntos de interesse mútuo ou diferentes. O mundo torna-se mais linear, ordenado e previsível.

São capazes de pensar no que é bom/mau com base no sentido de justiça. As boas acções são valorizadas enquanto que as más são punidas. A Fé, não sendo ainda susceptível  de ser reflectida por parte da criança, é uma confiança nas histórias, regras e valores implícitas no sentido da família. Existe uma concretização e literalidade na apropriação dessas crenças. 

A quarta etapa é a Fé Convencional Sintética. Surge com o pensamento formal na adolescência que  torna possível generalizar e usar conceitos abstractos, bem como a tomada de consciência pessoal que envolve o interesse por emoções e experiências pessoais e dos outros. O termo Sintética aplica-se num sentido unificador do significado da vida e da identidade pessoal. Esta Fé é convencional e é personalizada já que a visão do mundo é uma síntese de crenças e valores que derivam dos outros significativos. Contudo não há análise crítica dos mesmos.

            A Fé Individual e Reflexiva é a quinta etapa. Envolve a análise crítica das crenças e valores. O indivíduo torna-se independente das percepções dos outros acerca do próprio e é capaz de responsabilizar-se pelas suas escolhas.  

A sexta etapa é a Fé Conjuntiva que envolve a integração de contradições da nossa experiência da sociedade e da realidade. Implica também compromisso com uma comunidade primária e desejo de conhecer outras tradições de Fé. 

                A Fé Universalizante é a sétima etapa. É marcada por uma transcendência pessoal e solidariedade com os outros. Trata-se de uma visão alargada, menos centrada no grupo da Fé. Nem todos atingem este estádio já que implica negar o interesse pessoal em direcção à transcendência. O aspecto religioso nesta etapa é mais acentuado que nos estádios anteriores.

Este modelo de desenvolvimento de Fé descreve um processo que opera no sentido de uma empatia moral com os valores dos outros, e da reflexão dos valores pessoais. Reflecte um compromisso activo da pessoa .

Implicações Terapêuticas

Ao considerar a Instilação da Esperança um factor terapêutico, Yalom, introduz na psicoterapia a questão da espiritualidade como técnica de cura no sentido da transcendência, permitindo uma maior aproximação à realidade da “alma humana”. O ideal seria que os elementos da terapia de grupo fossem homogéneos e suficientemente motivados para facilitar a partilha de atitudes e valores, no entanto, isso raramente é possível. A Esperança revela-se então muito importante na terapia de grupo, pois é a “energia básica” para que a psicoterapia evolua.

O testemunho de quem já passou pelas primeiras fases de um processo doloroso, só por si mostra que é possível, e dá Esperança a quem julga que nunca vai conseguir, que é impossível melhorar. A  atitude positiva em relação a uma intervenção é conseguida através dessa modelação.

O grupo tem de acreditar no sucesso e o terapeuta tem de ser persuasivo, tem de instilar essa Esperança no sucesso.

 A instilação da Esperança num primeiro momento não é  somente necessária mas sim crucial para o estabelecimento da aliança psicoterapêutica quer em terapia de grupo quer em terapia individual.

Com Frankl, a Esperança vem como o sentimento que dá sentido à vida e ao sofrimento. A Esperança é aquilo que nos mantém a viver  e a acordar todas as manhãs. Sem Esperança, o corpo cede ao sofrimento, portanto a Esperança é a salvação e é a solução para o sofrimento. Para o logoterapêuta é essencial saber utilizar essa chave do sentimento humano e ajudar o paciente a atribuir um sentido, a responder a um para quê… Quem procura um terapeuta tem Esperança numa melhoria, e cabe ao terapeuta expandir essa Esperança de forma a torná-la libertadora da condição infra-humana causada pela dor. 

Fowler apresenta-nos a Fé como algo fundamental e universal do desenvolvimento humano que nos guia e orienta na nossa existência e na atribuição pessoal de valores. Como terapeutas, este modelo chama a atenção  e desafia o psicólogo a reexaminar continuamente as suas crenças e a ver o desenvolvimento da Fé como uma peregrinação que dura uma vida inteira, de forma a  ter consciência dos valores pelos quais rege a sua vida. Encoraja-nos a reconhecer que somos subtilmente influenciados por imagens e por conflitos emocionais polarizados com significado intimo  construídos precocemente .

De igual modo, Fowler chama a tenção para o facto do terapeuta dever estar sintonizado não só com os valores e crenças pessoais do paciente  mas também com o estádio de desenvolvimento dos mesmos. Ao ajudarmos os pacientes a reexaminarem os valores que orientam a sua vida é natural e esperado que novos estádios de Fé sejam experienciados de forma disruptiva e ameaçadora da identidade do paciente e o papel do terapeuta passa também pelo apoio a esta transição.

Em síntese,  Esperança é algo essencial na vida humana como tal também na psicoterapia, sendo uma condição básica para o sucesso desta. O terapeuta deverá instilá-la ao seu paciente tendo em atenção a própria realidade do mesmo de forma a que  não seja vivida como algo exterior ao sujeito mas sim que seja sentida como realidade sua, pessoal e íntima. Poderá dizer-se que o essencial é Acreditar e o terapeuta tem inicialmente de acreditar ele mesmo para depois instilar a Esperança no paciente, ou seja tem de estar em contacto com o seu ser e com a realidade.

É uma forma de estar em terapia que implica um auto-conhecimento e desenvolvimento psicossocial permanente e por isso mesmo exigente e desafiadora.




[1] Os factores terapêuticos considerados por Yalom são onze: 1-Instilação da Esperança, 2-Universalidade, 3-Oferecimento de Informações,4- Altruísmo, 5-Desenvolvimento de técnicas de Socialização, 6-comportamento imitativo, 7-Catarse, 8-reedição correctiva do grupo familiar, 9-Factores Existenciais (Morte, Liberdade; Sentido da Vida, Solidão), 10- Coesão de grupo, 11- Aprendizagem Interpessoal. In Vingradov, S.; Yalom,I.D. 1989. Group Psychotherapy. American Press. Edição brasileira de 1992.

[2]  In Vingradov, S.; Yalom,I.D. 1989. Group Psychotherapy. American Press. Edição brasileira de 1992.

[3] In Xauza,I.A.M. 1986. A Psicologia do sentido de vida. Petropolis. (Ed.) Vozes.

[4] Citado in Xauza,I.A.M. 1986. A Psicologia do sentido de vida. Petropolis. (Ed.) Vozes.

[5] Idem.

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